No passado dia 31 de Outubro, foi aprovado o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2017, com os votos favoráveis da coligação PS/CDU, apesar da abstenção do vereador Serrano.

Os Vereadores do PSD votaram contra, porque este é, de facto, um Orçamento “vazio”, em que se aumentam as taxas e a receita é cada vez menor.

Este é um Orçamento completamente oco, baseado apenas em medidas avulsas, sendo que em sede das Grandes Opções do Plano não se vislumbram medidas assentes numa estratégia para o Concelho de Tomar.

É no mínimo vergonhoso que se gastam em Estudos e Pareceres (350.000,00€), sendo ao mesmo tempo indecoroso o que se prevê gastar com Outros Trabalhos Especializados (860.000,00€).

Cada vez se gasta mais dinheiro “à lá carte”, ou seja, sem qualquer critério ou planeamento. Vejamos, todas as Rubricas assentes em “Outros” chegam a ultrapassar o montante de 2.800.000,00 €. Cremos, por isso, que se esconde onde se gasta o dinheiro dos munícipes em detrimento do real investimento em prol da população.

Ficamos estupefactos como é que se podem alocar verbas a supostos “projetos avulsos”, onde não se justifica de onde serão provenientes as receitas para pagar estas despesas.

Faz se politica com base em promessas que são impossíveis de cumprir, utilizam-se os recursos da Autarquia em prol de uma política altamente propagandística, onde as Freguesias do Concelho de Tomar não são tratadas de forma igual.

Taxa-se tudo o que se pode e as receitas não aumentam. Incrivelmente o Vereador Bruno Graça, fala no envelhecimento da população e na diminuição dos residentes no Concelho. No entanto pergunta-se: o que se faz ou se propõem para inverter esta situação?

No que é que este Orçamento contribui para um incremento da atratividade das empresas e para a fixação de pessoas em Tomar?

Nós respondemos: em nada!  Pois este é um Orçamento desprovido de uma estratégia para Tomar, onde a propaganda e a demagogia se tornam nos alicerces desta Governação PS/CDU que é no mínimo, Catastrófica.

Os Vereadores do PSD,
João Miragaia Tenreiro
António Manuel Jorge