Chegou ao conhecimento dos vereadores do PSD, através da imprensa local, que a maior parte dos genuínos “Lagares d’el Rei” na Levada, patenteados através das escavações arqueológicas, foram recentemente cobertos com areia e cimento durante as obras que estão a decorrer.
Fala-se que se trata do maior conjunto industrial de produção de azeite dos séculos XVII e XVIII na Península Ibérica, sendo que foram identificadas 13 prensas alinhadas em duas baterias restando ainda no local 12 alguergues (pedra grande e redonda com uma calha em toda a volta sobre a qual se espremem as seiras) com as respetivas talhas em barro (tarefas).

Apesar de já ter havido várias alterações ao projeto inicial, esses objetos não ficaram assim visíveis para os futuros visitantes dos “Lagares D`el Rei”, sendo certo que, ao serem insensatamente e imprudentemente tapados com cimento, os mesmos irão certamente se deteriorar ao longo dos anos, o que constituiu certamente um atentado ao vasto e rico património histórico e cultural de Tomar.

Sabemos que em maio deste ano, foi contratada como técnica superior uma museóloga no sentido de trabalhar na musealização do espaço.
Todos concordamos que o Projeto do Museu da levada passa pela reabilitação e valorização arquitetónica e pela programação de novos usos – de âmbitos científico, cultural e turístico – de patrimónios indissociáveis do rio Nabão e das estruturas hidráulicas do Açude dos Frades e da Levada de Tomar – patrimónios arqueológico, imóvel, integrado e móvel.
Neste sentido, os vereadores do PSD solicitam informação no sentido de saber se é intenção da maioria PS/CDU que governa a Câmara Municipal, manter os genuínos “Lagares d’el Rei” na Levada, que apareceram através das escavações arqueológicas, cobertos com areia e cimento ou se pelo contrário, defende a sua reabilitação e valorização arquitetónica, corrigindo e o que significam de “atentado ao património histórico-cultural”
Tomar, 21 de Julho de 2014
Os vereadores do PSD
(João Miragaia Tenreiro)
(Maria Luísa Oliveira)