1. O PSD de Tomar ficou perplexo com as afirmações do “socialista” Augusto Barros, quando, numa entrevista a um órgão de comunicação social local, publicada no dia 4 de Setembro, sobre o incêndio que deflagrou no interior da tenda do mercado municipal, ter apontado o dedo a alguns dos vendedores que estavam na tenda do referido mercado, devido à existência, no interior da estrutura, de um«amontoado de caixas de plástico e cartão», precisamente na zona onde o fogo deflagrou;
2. Mais surpreendido ficou o PSD de Tomar quando o mesmo presidente de junta vem afirmar agora que “a limpeza não era tida em consideração e, se existiu mesmo esse curto-circuito, o fogo teve, desta forma, por onde se propagar”;
3. Mas mesmo que tais afirmações não fossem já por si bastante imprudentes e irresponsáveis, o mesmo ainda acrescenta que “doa a quem doer: os senhores comerciantes que estão no mercado têm que ter o cuidado máximo com a limpeza e mesmo aqueles que assistem ao abuso de outros têm que ter o cuidado de alertar as entidades”;
4. Ora, a Comissão Política do PSD de Tomar considera que as conclusões do referido presidente de junta são inconscientes, irreflectidas e precipitadas, pois estar-se a acusar os vendedores do mercado pelo flagelo, sem esperar pelo relatório policial e pericial que se encontra a ser feito (ou que pelo menos deveria estar), é estar a violar vários princípios basilares da nossa democracia, nomeadamente o da separação de poderes e do primado do Estado de Direito;
5. Mais…ao afirmar que “os senhores comerciantes que estão no mercado têm que ter o cuidado máximo com a limpeza e mesmo aqueles que assistem ao abuso de outros têm que ter o cuidado de alertar as entidades”, e que “a limpeza não era tida em consideração”, está então o referido presidente de junta “socialista”, a acusar a aliança de esquerda socialista e comunista que governa a Câmara Municipal, de desleixo, desmazelo, falta de zelo e dedicação ao mercado municipal, a quem compete a guarda e manutenção daquele espaço, nomeadamente a promoção da sua limpeza e conservação.
6. Das duas uma, ou a coligação de esquerda não fez o seu devido trabalho de coordenação da limpeza do mercado municipal, como lhe competia, ou o referido presidente de junta não colaborou com o executivo municipal, no sentido de dar a conhecer previamente a situação que pelos vistos já tinha conhecimento, de forma a evitar os danos que infelizmente se verificaram;
7. O referido presidente de junta, que aliás já tem dado mostras que lhe falta capacidade para gerir uma junta daquela natureza e grandeza, foi infeliz ao proferir tais declarações, pois se já sabia da situação que se vivia no mercado, por isso deveria ter alertado os serviços da câmara municipal, em especial o responsável pelo pelouro de Mercados e Feiras, no sentido de prevenir situações como esta;
8. Ou então, se preveniu, quem falhou foi a governação de esquerda, que deveria ter atuado de forma a regularizar e manter a limpeza daquele espaço;
9. Pelo que será legítimo perguntar se tais alertas foram em tempo dados a conhecer à governação camarária e se não o foram, porque só agora é que o senhor presidente “socialista” denunciou esta situação.
10. É fácil acusar os outros e colocar “trancas à porta depois de roubada”, mas as afirmações do referido presidente de junta merecem e devem ser analisadas, uma vez que, segundo as suas declarações, resulta que houve uma clara negligência, dando causa ao sucedido.

Tomar, 8 de Setembro de 2014

A Comissão Politica do PSD de Tomar