Na passada sessão da Assembleia Municipal, realizada a 24 de Novembro de 2014, o grupo municipal do PSD de Tomar pretendeu assinalar os 25 anos da queda do Muro de Berlim com uma moção alusiva a esse dia histórico.
No texto apresentado podia ler-se que durante 28 anos, o objetivo do Muro foi “impedir o contacto entre culturas, sistemas políticos, económicos e sociais”. Durante 28 anos, o Muro mais não fez que barrar a livre procura de melhores condições de vida, de liberdade de escolha e de iniciativa. Durante 28 anos, o Muro separou famílias, dividiu um povo, desagregou uma nação.  
A moção apresentada pelo PSD saudava o 25º aniversário da queda do Muro de Berlim “enquanto ato que simboliza a reunificação do povo alemão, o fim da guerra fria e do receio de uma terceira guerra mundial, a liberdade, a democracia e a esperança de um futuro melhor”.
Para espanto generalizado, a CDU votou contra. 
Fê-lo sem sequer propor alterações à moção, revelando que a sua objeção não estava no texto. Com isso, a CDU revelou que a sua recusa é com o próprio ideal de paz que a reunificação simboliza. 

Se dúvidas tivéssemos ficariam esclarecidas: o PCP e a CDU não acompanham os tempos. Vivem de obscuras memórias de um tempo negro, feito de muros, de arames farpados e de mordaças.

Prova disso é também o voto de abstenção à proposta do “Programa Municipal de Incentivos à Natalidade”, apresentada pelo PSD.
A natalidade é um dos assuntos do dia e urge tomar medidas para contrariar a situação atual, situação à qual a CDU parece ser indiferente, não votando de forma favorável, ao contrário de todos os outros elementos da Assembleia.



Na última Assembleia Municipal, a CDU não votou apenas contra uma moção: votou contra o próprio conceito de Liberdade.

 

Para a história fica a curiosa contradição de vermos os comunistas tomarenses usarem a sua liberdade para menosprezar a dos outros